NÃO DIGAS NADA
Não digas nada! Nem mesmo a verdade Há tanta suavidade em nada se dizer E tudo se entender - Tudo metade De sentir e de ver... Não digas nada Deixa esquecer
Talvez que amanhã Em outra paisagem Digas que foi vã Toda essa viagem Até onde quis Ser quem me agrada... Mas ali fui feliz Não digas nada.
(Fernando Pessoa)
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h05
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Preciso de AMOR e de AMAR!
AMOR para sorrir... AMAR para sentir a felicidade...
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h13
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A arte de ser avô
Quarenta e três anos. Você sente que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as sua compensações - todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita. Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.
Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços uma menina. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem sem choro, sem aquela preocupação de pai....aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é uma menina que se lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ela, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho a certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de tudo que nos começa a ser trazido pela idade. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namoradas, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...
No entanto, nem tudo são flores no caminho dos avós. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinho" e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avós não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não briga nunca". Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado!
Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...
Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar dos outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do sua maravilhosa neta!
E quando você vai embalar o neta e ela, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz "Vô", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno. E o misterioso entendimento que há entre avós e neta, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade. Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague. Este lindo do texto é da maravilhosa Rachel de Queiroz, e fiz algumas mudanças trazendo este momento tão especial de me sentir avô!!!!
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h30
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CHEGOU A GIOVANNA
Deixe um sopro entrar pela janela como um sussurro ao luar ...no milagre da vida. Emoção sincronizada sem batalhas e com total harmonia nos movimentos do milagre da vida. Tão preciosa e querida ...Querida como você, que nascceu ontem e já mudou nosso mundo.
Linda menina, milagre lindo e maravilhoso...Para você quero o mar repleto dos teus sonhos todos os sentidos despertos do milagre da vida.
És linda menina, milagre lindo e maravilhoso.....Tão preciosa e querida. Você já está mudando nosso mundo
Giovanna, para te amar daremos-te tudo o que temos. E tudo... começando lá no fundo e nunca vamos parar de te Amar. Milagre lindo e maravilhoso.
Usei a música dos The Corrs entitulada "Miracle", que a Caroline Corr - que é a baterista da banda escreveu quando de sua gravidez do 1º filho!! Com esta tradução livre, trouxe minha emoção e alegria que estava vivendo e que ontem a tarde, pra ser exato às 17.34 horas, explodiu completamente com o nascimento da minha netinha GIOVANNA. Minha sempre criança, Lidiane, a trouxe ao mundo com muita saude, e ao lado do maridão Márcio , numa euforia sem precedentes, irão, com absoluta certeza e bençãos de DEUS, criarem este ser especial que já mudou nossas vidas...
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h31
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O tempo voa..quantas vezes ouvi esta "pérola". E hoje sei que sim...afinal, nem percebi. Hoje, dia 09 faz um ano que minha Vózinha Olga foi para junto daqueles que "moram" ao lado de DEUS. E tenho convicção de que ela é uma das organizadores dos grandes corais que se levantam a todo instante para saudar o Pai poderoso
...saudade....mas a vida é assim.
O LADO BOM
Quero ser uma ilha, um pouco de paisagem, uma janela aberta, uma montanha ao longe, um aceno de mar.
Quando precisar de sonho, de um canto de beleza, de um pouco de silêncio, ou simplesmente de sol e de ar.
Quero ser o lado bom em que pensas, isto que intimamente a gente deseja mas nem sempre diz.
Quero ser, naquela hora, o que sente falta para ser feliz.
Que quando pensar em fugir de todos ou de ti, enfim pense em mim...
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h22
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Olhe ao Redor
Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.
Não temos amado, acima de todas as coisas.
Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos.
Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro.
Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada.
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas.
Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível.
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa.
Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.
Clarice Lispector
Dia Internacional da Mulher...vocês merecem tudo de bom...Parabéns todos os dias
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h28
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Amor
O Amor quando se revela Não se sabe revelar Sabe bem olhar para ela Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente Não sabe o que ha-de dizer Fala: Parece que mente... Cala: Parece esquecer...
Ah! Mas se ele adivinhasse Se pudesse ler o olhar E se um olhar bastasse Pra saber que estão a amar!
Mas quem sente muito, cala Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala Fica só inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar Ja não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar.
Fernando Pessoa
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 09h13
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Ternura
Eu te peço perdão por te amar de repente Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos Das horas que passei à sombra dos teus gestos Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos Das noites que vivi acalentado Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente. E posso te dizer que o grande afeto que te deixo Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas Nem as misteriosas palavras dos véus da alma... É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias E só te peço que repouses quieta, muito quieta E deixe que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora.
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h21
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"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: nós crescemos através de nós mesmos.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo... vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém." (Este texto circula na rede mundial e é creditado a John Lennon).
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h12
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SAUDADES...
Saudade.....um sentimento que parte o coração Quando a pessoa que gostamos se afasta...ou "desaparece" surge a saudade... e de tudo Dos abraços, dos beijos carinhosos Beijos que tocaram o meu rosto ..viajaram em meus lábios e me transformaram em prazer e satisfação Beijos que me levaram ao extase em sonhos Saudades dos momentos que vivemos Saudades do sorriso de menina travessa, da tua alegria, dos prazeres que vivemos juntos Saudades, de tudo... do infinito de todos os sonhos... Saudades... . Quantos momentos, quantos sonhos, fantasias aos ventos Levados pela saudade... de não te ter Vontade de te abraçar e de te dar o mundo... O carinho, a compreensão, a amizade, a cumplicidade Saudade é tudo... É o sentimento vivido com intensidade de quem gosta… E sente a ausência … Saudades é o que sinto quando estou longe, Saudades é o que sinto quando estou perto e não posso te abraçar… Saudade é o momento que lembro com muito amor e carinho É o despertar do mais nobre sentimento... Saudade de tudo... Saudades... saudades...
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h31
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Ninguém há-de ensinar Uma frágil borboleta A voar liberta Quem nasceu alado Há de sempre voar e Terá a porta do mundo Sempre aberta
Ser radioso Que no azul voarás Retoca bem o tom Das tuas cores Vem, voa livremente E sentirás Cair uma a uma As tuas dores…
Digitado, recebido, recortado, escolhido por Edson Valério às 07h22
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